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Janela para o Passado.

A estação São Bento do Metrô já foi palco de uma notável apresentação ao ar livre e gratuita. Um dos preeminentes músicos do cenário internacional de Jazz, Dizzy Gillespie, brindou o público com sua performance. Sua visita ao Brasil coincidiu com sua participação no I Festival Internacional de Jazz em São Paulo, e ele aproveitou a oportunidade para realizar uma apresentação espontânea, que foi muito bem recebida.


Apreciadores de boa música ficaram encantados com o evento, e anseiam por mais ocasiões como essa. A cidade de São Paulo, indubitavelmente, merece mais experiências musicais tão enriquecedoras. Vale ressaltar que Dizzy Gillespie, originário da Carolina do Sul, Estados Unidos, faleceu em 1993, aos 75 anos. Este evento ocorreu em 1978.


1975 - O Ano que nevou em Curitiba.

O Complexo Booth Line, localizado no Centro de Manaus, desempenhou um papel significativo em dois períodos distintos, destacando-se como um dos locais mais aprazíveis da cidade no início do século XX.


Diariamente, os cidadãos utilizavam os bondes da Manáos Tramways & Light Company Limited, cuja sede estava situada nesse complexo, aproveitando a oportunidade para desfrutar das bebidas e refrescos oferecidos pelo estabelecimento conhecido como Botequim Bolsa Universal. Este complexo abrigava as sedes de renomadas empresas importadoras e exportadoras, a exemplo de B. A. Antunes e Scholz & Cia, além da prestigiosa Booth Steamship Company Limited, uma empresa de navegação inglesa. Em 1924, foi erigido o Jardim Jaú, uma adição que enriqueceu a atmosfera do local. Lamentavelmente, durante a administração municipal de Jorge Teixeira (1975-1979), a estação, o jardim e o Bolsa Universal foram demolidos, sob a justificativa de melhorar o fluxo de tráfego na região.


A partir da década de 1990, os edifícios do complexo começaram a experimentar um processo de deterioração progressiva, resultando na preservação apenas das fachadas até os dias atuais. Imagens relacionadas a esse complexo podem ser encontradas em cartões postais, como os registrados por George Huebner, assim como no Google Maps.



Maior Monumento Equestre do Mundo Na foto do início da década de 70, capturada na Praça Princesa Isabel, na esquina da Avenida Duque de Caxias com a Avenida Rio Branco, destaca-se o colossal monumento dedicado a Duque de Caxias, o qual, da base até a ponta da espada, possui uma altura 10 metros superior à do Cristo Redentor, no Rio de Janeiro.


A concretização dessa obra grandiosa foi possibilitada pela ativa participação do povo paulista, oriundo de diversas regiões do estado. Uma das principais contribuições provém da arrecadação da Taça Duque de Caxias, organizada entre os times do Corinthians e Palestra Itália, que promoveram o torneio com o intuito de angariar fundos. A conquista da taça ocorreu após dois jogos disputados no Estádio do Pacaembu, em 1941.


A estátua equestre, feita de bronze e pesando 18 toneladas, foi concebida em 1942 pelo escultor italiano Victor Brecheret. Embora tenha sido superada em altura em 2008 pela estátua de Genghis Khan, na Mongólia, o monumento equestre paulista, composto pelo pedestal e a estátua, mantém sua posição como o maior do mundo. Comparativamente a outros monumentos: Monumento Duque de Caxias - São Paulo - 48 metros Monumento Genghis Khan - Mongólia - 40 metros Monumento Cristo Redentor - Rio de Janeiro - 38 metros



Na imagem do início da década de 1920, um barco navega no Rio Tamanduateí, próximo à Ponte do Gasômetro. Um bonde, que se desloca da Rua do Gasômetro, segue em direção à região da Rua 25 de Março.


Sob a ponte, é possível avistar o quiosque da Ilha dos Amores, localizado na Várzea do Carmo (atual Parque Dom Pedro II).A construção da Ponte do Gasômetro ocorreu após a segunda retificação do Rio Tamanduateí, também conhecida como Ponte das Indústrias, devido à sua proximidade com o Palácio das Indústrias. Demolida no final da década de 1960, durante a reurbanização da região, foram erguidos diversos viadutos e o terminal de ônibus no Parque Dom Pedro II.


Ponte do Gasômetro, 1943


Atualmente, a região da 25 de Março, considerada o maior centro comercial a céu aberto do mundo, pouco lembra a imagem do início do século 20. Seu nome, uma homenagem ao dia da assinatura da primeira constituição brasileira, anteriormente era conhecida como Rua Várzea do Glicério, Rua das Sete Voltas, Rua de Baixo e Rua Baixa de São Bento.


Desde sempre, a rua teve uma vocação comercial. Os primeiros comerciantes no início do século 20 eram árabes, que principalmente importavam tecidos. A partir dos anos 1930, a via ficou conhecida como a "rua dos turcos" devido à significativa presença de sírios, libaneses e árabes. Entre os anos 1950 e 1960, a região experimentou um considerável influxo de migrantes chineses, além de muitos coreanos que, até os dias atuais, ocupam galerias e shoppings na área, comercializando produtos importados.


FOTO: Rua 25 de Março/Porto Geral

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